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Confecções paraguaias vendem USD 420 milhões por ano, e exportam para 21 mercados.

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Confecções paraguaias vendem USD 420 milhões por ano, e exportam para 21 mercados.

Asunción Fashion Week

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Deste total, as exportações alcançarão USD 50 milhões em 2010, metade, ao mercado brasileiro, que absorve desde jeans até roupas de cama e produtos esportivos.

Asunción Fashion Week

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Exportações paraguaias de confecções ao Brasil

Gráfico

Gráfico

As 2.500 confecções paraguaias ocupavam 27.500 trabalhadores, e 10.000 artesãs em 2007, com uma capacidade ociosa das empresas estava em 60%, considerando-se os três turnos de produção.

Mas o incomparável custo/benefício de produzir no Paraguai tem levado um número cada vez maior de empresas brasileiras e de outros países a investirem no país, como as brasileiras BUDDEMEYER, PENALTY, a alemã ADIDAS e a chinesa QIN YI AMÉRICA.

Juntas, estas empresas estão gerando 2.500 novos empregos diretos, sem contar a parte de calçados, onde a também brasileira MARSEG emprega mais de 1.000 trabalhadores em uma unidade industrial inaugurada em 2008.

As principais vantagens que os empresários encontram são:

  1. Baixa carga tributária: o Paraguai é o país de mais baixa carga tributária do Ocidente, com somente 8% do PIB, em 2010. O Imposto de Renda Pessoa Jurídica é de apenas 10%, e a importação de tecidos para as confecções é isenta de impostos.
  2. Baixo custo da mão de obra: outra vantagem comparativa é o baixo custo da mão de obra, aliado a um bom nível educacional e à vontade de aprender do trabalhador paraguaio, segundo afirmações do diretor da MARSEG, Andrés Gwynn.

Um operário paraguaio trabalha em média 48 dias a mais por ano do que um brasileiro, segundo estudo do INEESPAR:

  1. A jornada de trabalho é de 48 horas semanais: só neste item, são 25 dias a mais por ano de produção do que no Brasil.
  2. Somente 12 dias de férias: contra 30 dias no Brasil.
  3. 5 dias a menos de feriados.
  4. Somente 35% de encargos trabalhistas totais: contra 105% do Brasil. Aqui, incluindo-se décimo terceiro salário, férias e a contribuição social do IPS (equivalente ao nosso INSS).

Isso significa que um confeccionista, com a mesma produtividade no Brasil e Paraguai, consegue uma redução entre 20% e 35% de custos em solo guarani.

Alta produtividade

Outra vantagem é a produtividade que alcançam os trabalhadores paraguaios, depois de um curto período de treinamento, como ensina Rubens Shii, um dos proprietários da empresa chinesa QIN YO AMÉRICA, fabricante de roupas de cama em Ciudad del Este.

No início, uma costureira paraguaia produzia 20 cobertores/dia. Quatro meses depois, elas já tinham alcançado a mesma produtividade das chinesas, com 200 cobertores diários”.

KAMAMYA

KAMAMYA

Com uma produção diária de 3.000 cobertores em turno único, e faturamento anual de USD 30 milhões, a fabricante dos famosos produtos KAMAMYA aposta na rápida ampliação do mercado brasileiro.

Este foi nosso primeiro inverno, e com a distribuidora/importadora em Foz do Iguaçu, e a sobretaxa aos cobertores importados da China, logo alcançaremos os três turnos de produção”, aposta o empresário sino-paraguaio.

O mesmo pensamento está presente junto à ADIDAS, que iniciou sua produção paraguaia através da empresa VANTEX em 2008.

Neste ano as exportações alcançarão quase USD 2 milhões, 90% para o mercado brasileiro.

A empresa produz 32.000 peças/mês de calções, empregando 142 funcionários, e para 2011 passará a produzir, também, camisetas.

A VANTEX é considerada uma das cinco melhores facções da ADIDAS entre as 65 licenciatárias da América Latina.

BUDDEMEYER, a pioneira

Para a empresa catarinense, é uma solução que economiza custos e, principalmente, maximiza lucro, pois pode concentrar seus esforços na área de logística e marketing, terceirizando sua produção através de uma empresa séria e confiável no mercado internacional.

Complementando a cadeia do norte do Paraná

Tendo em vista as vantagens comparativas expostas, o BRASPAR- Centro de Negócios Brasil-Paraguay, com sede em Curitiba, iniciou um processo de complementação produtiva das cadeias paraguaia e do norte paranaense, onde a indústria já não consegue contratar mão de obra para o trabalho, e algumas empresas, inclusive, têm pensado em migrar para a China, do outro lado do mundo.

“Podemos resolver nossos problemas a menos de 200 km de distancia, de forma muito mais vantajosa, como já vem fazendo PENALTY, BUDDEMAYER e outras empresas nacionais”, afirma o diretor do BRASPAR, Wagner Enis Weber.

Com o intuito de avançar nesta complementação, o BRASPAR vem estruturando a montagem de um centro de negócios dos confeccionistas paraguaios, a ser instalado no município de Cianorte, capital da moda, e 80 km de Maringá.

O centro de negócios deverá começar a funcionar até outubro deste ano, e a expectativa é que, em 4 anos, a indústria paraguaia esteja fornecendo ao menos 10% das necessidades das confecções locais.

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